Minhas frases de algodão já não surtem efeito algum. Solto então berros de cristal pontiagudos e meus ouvidos sangram junto. Não consigo. As árvores amarelas em frente causam a sombra que envolve os seres que ali se encontram. Todos os mundos podem ser habitados por um pensamento bom. Algumas regras servem mais que outras, como aquelas que não sigo faz tempo. A possibilidade existe desde o instante anterior ao que ocorre. Entre aspas eu coloco os pensamentos alheios; os meus vão assim desembrulhados mesmo, entregues na mão. Sempre acho alguma poesia eventual nestes trechos soltos. Faça você também sua vontade de significar.
Mostrando postagens com marcador Queda livre para o alto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Queda livre para o alto. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Surto de autoritarismo atinge o Brasil
| Na caverna, segundo Platão, só se vê sombras projetadas. |
Autoritarismo e intolerância estão tomando conta do pensamento e do comportamento dos brasileiros nos últimos tempos. Diz o ditado: 'quem com ferro fere, com ferro será ferido' e há também o outro, ainda mais pertinente - quem semeia vento colhe tempestades. Pois é mais ou menos o que temos agora.
A desigualdade e a desinformação têm em comum o prefixo negativo e ambas produzem efeitos funestos na mente das pessoas. Geram a sensação de insegurança, de desamparo e, o que é pior, a revolta do pobre contra o rico e o medo que o rico sente do pobre. Gera ainda absurdos como a nostalgia da ditadura e dos privilégios da elite. Mas o que está causando estragos, mesmo, é a inversão de valores e a confusão de papéis: a grande mídia faz política e não informa; o judiciário quer fazer política e não distribui justiça como devia; os políticos estão nas mãos do poder econômico e não conseguem fazer política. Tudo isso leva a crer que o nó da questão é a política - a luta pelo poder de mando. Então, o que está fazendo falta é a qualificação da política, o aprimoramento da imprensa e a imparcialidade da justiça. Enquanto estes sujeitos estiverem trocando as bolas a situação vai ficar neste impasse.
No fundo há uma grande incompreensão do que seja a raiz do problema. Acredito que ao assumir um estilo de vida consumista, egoísta e perdulário a pessoa vai perdendo sua humanidade e se torna objeto, e vê os outros como concorrentes, como ameaça ao seu estilo de vida. A origem de toda a violência está na pobreza material e mental. Agora não basta distribuir a renda sem repartir as oportunidades. É preciso evoluir em humanidade, aumentar o nível de consciência geral, praticar a tolerância e jamais esquecer as lições da história, para não repetir os erros do passado. Este seria um bom momento para dar um passo adiante, evitar o retrocesso institucional e salvar o que resta de humano em nós.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Quem tem medo da grande mídia brasileira?
A situação se agrava. A grande mídia brasileira já não sabe o que fazer para barrar o avanço da democracia e da inevitável democratização da sociedade, mas há que se ache dono da verdade e foge do debate como o diabo foge da cruz. É só falar em abrir a caixa-preta da mídia que eles (os proprietários) vem com a ladainha da censura. Quem tem experiência no ramo são justamente eles, só que não abrem o jogo. No fundo gostariam de ver tudo como antes: privilégios para a minoria encastelada nas mansões e o povo morrendo à mingua. Já passa da hora de regular o funcionamento da mídia, de pôr em prática o Conselho Nacional de Comunicação e acabar com o controle cruzado dos meios de comunicação. Se não fosse a Internet nós estaríamos sem saber o que realmente acontece. O problema mesmo é que o jornalismo de verdade está em extinção e há quem diga que já acabou.
domingo, 14 de novembro de 2010
O mundo reage diante do risco norte-americano
Conversando com meu primo, chegamos à conclusão de que nunca antes, em nenhum outro momento, a situação da economia internacional esteve tão delicada, para não dizer à beira do abismo. Aumentou a percepção do risco norte-americano, quer dizer, em relação ao dólar. Já não se aceita mais a imposição de uma política monetária autista; e, sem garantias reais, quem irá ficar com seu dólares guardados? O Brasil, por sua vez, tem mostrado como driblar a instabilidade investindo não no cassino financeiro, mas sim nas políticas anti-cíclicas dirigidas ao mercado interno. E mais. A proposta de criar uma cesta de moedas para substituir o dólar nas operações de comércio deve ser a alternativa acertada para evitar maiores riscos.
sábado, 6 de novembro de 2010
Agora eu só vejo o mundo
Resolvi desafiar as paredes. Ver se há alguém lá fora. Aos 17 anos eu estava carregado de perguntas e já queria fazer as coisas acontecer. Mas havia uma psicóloga no caminho. Ela perguntou porque a pressa. Eu respondi: porque não? E ficamos no impasse. Só 30 anos depois fui ligar as pontas soltas daqueles fios desemcapados e levei um choque. Agora sei o que é imediatismo e não sei o que fazer com ele.
Assinar:
Postagens (Atom)