De modo espontâneo e sem maiores pretensões, atei nos balões envelopes com sementes e um bilhete ensinando como plantá-las e um endereço de correspondência caso ela, a árvore, viesse a vingar. Pois bem, assim o fiz durante duas semanas. Diariamente inflava cem balões e soltava as cartas ao vento.
Depois o tempo passou, os anos correram e as cartas com as respostas não vinham. Fiquei, então, à espera, olhando a cerca, aguardando a chegada do carteiro. Dez anos se passaram e deixei de esperar as cartas e, sem ter mais o que fazer, decidi viajar de carro pelo país, ao sabor dos ventos. Fui conhecer o mundo lá fora e parti.
Cada quilômetro que avançava naquela estrada era como se fosse uma visão do paraíso, pois as árvores apareciam aqui e ali e logo entrei num bosque muito verde e lá ao fundo havia uma floresta. Quando dei por mim, via que as cartas com as sementes lançadas ao vento ficaram encurraladas pela cordilheira e, portanto, todos os balões acabaram caindo naquela imenso vale. Mesmo sem ter as respostas desejadas, o que fiz foi encontrar a floresta que plantei.
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